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Obras da Transnordestina serão aceleradas para 2,5 km de ferrovia construído por dia

em 29 Outubro 2011. Postado em Notícias - Economia

A Ferrovia Transnordestina terá velocidade de construção mais que dobrada a partir da terça-feira, 1º de no­vembro. Serão 2,5 quilômetros de trilhos implantados por dia, acima do ritmo atual, de um quilômetro diário de expansão. Cerca de 10 mil trabalhadores estão atuando na obra, que tem intervalos somente entre 3h30 e 6h20 (manutenção das máquinas). A mudança servirá para que o cronograma seja cumprido. Segundo a assessoria de Imprensa do ministério da Integração Nacional, pasta responsável pelo financiamento de quase 70% da Transnordestina, seis no­vas locomotivas se juntarão às duas já em operação no transporte dos trilhos e dormentes de concreto, de 380 quilos cada.

A Ferrovia Transnordestina terá extensão de 1.738 quilômetros e partirá de Eliseu Martins, no Piauí, até o município de Salgueiro, de onde seguirá por dois ramais que farão conexão aos portos de Suape e de Pe­cém, no Cea­­rá. Há pou­co mais de uma semana, o diretor comercial da Transnordestina Logística S.A., responsável pela construção da ferrovia, Marcello Barreto Marques, considerou o custo da obra em R$ 5,4 bilhões, sendo R$ 2,9 mil por quilômetro de trilhos. Questionado sobre a solicitação de re­visão de pre­ço por par­te da empresa, o Ministério dos Transportes disse que “ainda encontra-se em análise e sem previsão de retorno”.

No âmbito do Governo Federal, a construção da Transnordestina é de responsabilidade de três ministérios (Integração Nacional, Transportes e Planejamento). O Ministério da Integração Nacional administra os recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), do Fundo de Investimentos do Nordeste (FINOR) e do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), e, nos últimos meses, deixou para o ministério dos Transportes a gestão do projeto. A reportagem da Folha procurou o ministério em questão, mas não teve retorno.

Sobre a mudança de trajeto no percurso de Pernambuco, que teve dez quilômetros acrescentados ao traçado e R$ 35 milhões (R$ 3,5 mil por quilômetro) a mais no orçamento para livrar áreas de inundações e construção de barragem, Marques disse que os gastos “excedentes” ficarão a cargo do Governo de Pernambuco, assim como as desapropriações.

Da Redação da TV CRIATIVA

Fonte: Folha de Pernambuco Digital

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