Conclusão de ferrovia sofre mais um revés

A Transnordestina Logística S.A. (TLSA) vai atrasar a execução da obra de recuperação dos 350 quilômetros da ferrovia Cabo-Propriá (conhecida como Linha Sul), destruídos pelas fortes chuvas do último ano, porque não há licença ambiental para dar sequência aos trabalhos. A expectativa era que o serviço fosse concluído até o fim deste mês, mas o Instituto de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) emitiu a licença de instalação para apenas 50 dos 350 quilômetros a serem reconstruídos. As informações foram repassadas pela assessoria de Imprensa da TLSA. A malha tem 550 quilômetros e liga o Cabo de Santo Agostinho a Porto Real do Colégio (AL).
O trecho foi destruído pela primeira vez em 2000 e, quando estava prestes a ser reinaugurado, dez anos depois, sofreu novamente com as enchentes. A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), que responde pela emissão de licenças ambientais em Pernambuco, explicou, por meio de assessoria de Imprensa, que os gestores responsáveis pelo posicionamento do órgão estavam em viagem. Já a área técnica do Ibama não se posicionou até o fechamento desta edição.
Do total a ser recuperado, 150 quilômetros são pernambucanos. Com recursos próprios orçados em R$ 60 milhões (R$ 25 milhões em Pernambuco), a justificativa do presidente da TLSA, Tufi Daher Filho, para tirar do caixa da empresa a reforma da ferrovia “foram as vantagens financeiras que o projeto em operação trará. A linha férrea levará cimentos, minerais e atenderá todo o mercado sucroalcooleiro”, disse, em janeiro, ao anunciar o retorno das obras. A TLS não conseguiu mobilizar os governos Federal e Estadual para angariar recursos.
A carga transportada pela ferrovia pode chegar a 1,5 milhão de toneladas por ano até 2015, o que equivale a 15% do movimentado em Suape. De acordo com a TLSA, o cronograma de construção de barragens divulgado pelo Governo de Pernambuco deu segurança sobre a contenção de inundações na área.
Os 350 quilômetros foram destruídos pelas chuvas e ficaram sem utilização e sem receber investimentos de recuperação por oito anos. Há quatro anos, a malha de reconstrução foi mobilizada, pela primeira vez, ao custo de R$ 114 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal. Já havia pré-contratos para logística do mercado siderúrgico, inclusive contando com Suape para exportar as mercadorias em 2010, quando a malha ferroviária deveria ter voltado a operar.
da redação da TVCRIATIVA com informações da Folha PE
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