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06
Jan

Cesta básica pesa mais no bolso do consumidor

em 06 Janeiro 2012. Postado em Notícias - Economia

Ocusto da cesta básica no mês de dezembro foi maior em 12 das 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As maiores elevações aconteceram em Goiânia (5,58%), Vitória (4,35%) e Fortaleza (4,25). No Recife, a cesta básica ficou mais cara 2,6%, sendo vendida em média por R$ 215,99. O valor é o 3º mais baixo entre as cidades pesquisadas. A capital onde a cesta é mais cara é São Paulo, onde os 13 itens que compõem a cesta custam em média R$ 277,27.

Em dezembro, Florianópolis (-2,28%), Curitiba (-1,80%), Porto Alegre (-0,99%), Manaus (-0,98%) e Brasília (-0,50%) tiveram redução no preço médio da cesta. Em 12 meses, apenas Natal apresentou deflação neste quesito, de 3,38%. Na média das demais capitais pesquisadas, a cesta básica subiu 13,8% em um ano. Os vilões da cesta básica no Recife em 2011 foram o tomate (31,82%), o café (25,51%) e a manteiga (23,04%). O feijão foi o único item com redução no preço médio (–18,14%).

Nas ruas, os consumidores têm percepções diferentes sobre a elevação dos preços. A dona de casa Teresa Sales administra as compras do lar e acredita que os preços estão mais altos. Para uma família com 10 pessoas, Teresa gasta boa parte da aposentadoria do marido com alimentos e costuma pesquisar antes de comprar. Por mês, ela diz gastar bem mais que R$ 400 com alimentação.

Na visão da também dona de casa Elaine Cristina dos Santos os preços não têm subido muito. Moradora da Ilha do Joaneiro, ela se desloca para fazer as compras de mês num mercadinho na Avenida Norte, por considerar os preços mais em conta. “Faz diferença. Faço a feira do mês aqui e depois, se preciso, compro mais perto de casa”, explica. Nas compras de ontem, com itens que segundo Elaine vão durar um mês para a sua família de quatro pessoas, ela gastou R$ 115.

A caixa Angela Beatriz Souza conta que alguns clientes têm se mostrado preocupados que o aumento do salário mínimo, que passou para R$ 622 em janeiro, acarrete reajuste nos produtos.

Economista do Dieese em Pernambuco, Jairo Santiago não acredita mais nesta relação direta entre o salário mínimo e a inflação. Na sua avaliação, é uma tese superada, das décadas de 1970 e 1980. “O reajuste do salário mínimo acima da inflação e da forma como vem sendo feito nos últimos anos tem representado uma forma de redução das desigualdades sociais, com impacto direto para 48 milhões de pessoas que têm o mínimo como referência”.

Com Informações do Diario de Pernambuco

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